terça-feira, 19 de abril de 2011

O Desafio do Comprometimento



Hoje a TV Gestão fez a cobertura exclusiva do Fórum do IBEF- RIO( Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças), sobre as Melhores Práticas na área de Gestão de Pessoas.

O IBEF reune mensalmente profissionais da área e interessados para discussões, palestras e estudos de caso.

Você já percebeu que com o crescimento das empresas e ofertas do mercado de trabalho, torna-se cada vez mais desafiante manter os colaboradores fidelizados e verdadeiramente comprometidos? Pensando no assunto o IBEF-RIO traz, Kléber Rodrigues e a palestra: O Desafio do Comprometimento.

A TV Gestão, lógico estava lá. Não perca matéria completa a partir de segunda, dia 25/04 em:

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sexta-feira é dia de... CLUBE!


Não percam nessa sexta-feira a palestra seguida de debate, do Clube do Conhecimento.


Profissionais da Zetha Comunicação e convidados falarão sobre Comunicação Interna: Esquentando o clima!

Endereço: Rua São José, 40- Centro do Rio de Janeiro
Dia 15/04/2011 às 8h30!

A Rádio RH estará AO VIVO fazendo a coberura do evento www.radiorh.com.br

Confira o vídeo na TV Gestão a partir de terça-feira dia 16/04. www.tvgestao.com.br


Tv Gestão, o melhor do mundo corporativo você encontra aqui!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Fique ligado!




 Painel de especialistas!
Parceria Clube Militar
Av. Rio Branco, 251, 7º Andar
12 de Abril de 2011, às 13:30h

Confira a palestra do Instituto Nacional de Desenvolvimento e Excelência, (INDE) ,  "Gestão de Intangíveis: Transformar Inovação em Lucro", dia 12- Centro do Rio. 3 especialistas  altamente qualificados promoverão debates ao final da palestra! Não perca!

http://www.inde.com.br/

A Tv Gestão faz a cobertura do evento. Confira a matéria no dia 14/04 no site da TV: www.tvgestao.com.br

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Trabalho como produção de significado



Por Patrícia Carvalho*

Desde a Revolução Científica passando pela Revolução Industrial, da Informação e agora do Conhecimento, grandes foram as transformações sócio-econômicas e ético-culturais que afetaram profundamente a existência humana gerando paradigmas e crises de padrões.

Com as mudanças ocorridas, também mudou o conceito de trabalho ao longo do tempo de acordo com o contexto histórico e social. No final do século XX a interdependência entre sociedade e organizações fortaleceu-se, pois as empresas ampliaram seu papel na vida das pessoas e da sociedade como todo.

A cada mudança o indivíduo depara-se com uma nova realidade, a qual é necessária adaptar-se e, o trabalho em cada momento, assume um significado diferente, mas não deixa de ser a busca por atender às suas necessidades, atingir seus objetivos e realizar-se plenamente.

Nas sociedades antigas o trabalho estava ligado às necessidades básicas e algo que não valorizava nem a tarefa nem o indivíduo. Depois o trabalho passou a ser percebido como o esforço físico ou intelectual direcionado para algum fim.

A valorização extrema do trabalho ocorreu na era industrial, quando libertou e deu possibilidade ao homem de transformar a natureza, as coisas e a sociedade passando então, a ter significados diferentes para as empresas, que o entendiam como importante para a manutenção do sistema produtivo; para os trabalhadores, como elemento constitutivo e fundamental de sua personalidade e para a sociedade, como integrador social.

Na sociedade moderna o trabalho foi compreendido como o esforço coletivo, em que toda humanidade deveria participar.

Atualmente, com a globalização da economia, o trabalho continua a ser a atividade central que estrutura a vida dos indivíduos e da sociedade em geral, mas surgem vários significados não para o trabalho, mas para os trabalhadores, que deixaram de ser empregados e passaram a ser considerados como parceiros, colaboradores, recursos humanos, capitais humanos, talentos humanos etc., mas não se pode perder de vista que o significado do trabalho, o sentido que ele tem para quem o realiza é o que possibilita à organização alcançar eficácia, mantendo-se competitiva.

Alguns fatores devem ser considerados importantes na produção de sentido para o trabalho realizado, como por exemplo: autonomia, reconhecimento, possibilidade de desenvolvimento e crescimento, sentimento de pertencer ao grupo, gerar satisfação e realização, afirmação de identidade por meio das atribuições individuais e o trabalho precisa gerar um impacto positivo não apenas para quem o realiza, mas para a sociedade no geral.

E aí? Que sentido tem o trabalho que as pessoas realizam na sua empresa?

Pense nisso.

Um Abraço.

*Patrícia Carvalho - Publicitária, economista, psicóloga organizacional pós-graduada com MBA em Gestão de Pessoas e mestranda em Psicologia Social (PUC-SP). Palestrante, consultora, há 15 anos pesquisa e desenvolve projetos nas áreas de desenvolvimento humano e organizacional. Coordenadora de pesquisa e desenvolvimento do Programa Aplicado de Estudos da Personalidade – PAEP e Projeto de Apoio Psicossocial e Vocacional – PAP.


terça-feira, 1 de março de 2011

O PODER DE QUEM PAGA A CONTA


Floriano Serra *

Alguns leitores já devem ter percebido que, quando por alguma razão certos clientes de prestadores de serviços se sentem contrariados, não hesitam em dar mostras públicas do seu poder e soltam pérolas como:
— Eu estou pagando! Então exijo que seja feito assim!

Nestes casos, é de se acreditar que a posse de dinheiro não seja proporcional à posse da boa educação. Infelizmente, em algumas famílias, também existe a presença de frases que pretendem deixar claro quem é que manda no pedaço:
— Enquanto você viver às minhas custas, as coisas aqui vão ser do jeito que eu quero!

Em um grande número de empresas, guardadas as devidas proporções e contextos, ocorrem situações análogas àquelas: como elas pagam os salários e concedem os benefícios, o empregado tem que se submeter a condições e práticas nem sempre profissionais e saudáveis, como atestam os recentes e inúmeros casos de assédios, “burnouts” e “bullyings” que a imprensa vem divulgando.

Nesses exemplos, há um lamentável e elementar erro de interpretação do significado e do objetivo do chamado poder econômico. Não custa lembrar que a finalidade desse poder não é impor nem obrigar pessoas a fazerem o que não querem ou algo que contrarie suas condições, seus valores e seus direitos. Aliás, para conseguir isso ninguém precisa de poder econômico: basta um ultrapassado chicote – ou chibata — usado farta e desumanamente no tempo da escravidão.

O poder econômico também não existe para comprar corpos, consciências, corações e mentes – numa organização, essas coisas não estão à venda, mas estão à inteira disposição de quem as convide para trilhar o caminho da ética, da justiça, da legalidade, do Bem. Estes comentários pretendem convidar determinados profissionais para uma reflexão sobre uma premissa óbvia, mas nem sempre observada: o poder que emana do dinheiro – seja na forma de pagamento, mesada ou salário – não dá a nenhum tipo de liderança o direito de, sob qualquer pretexto, comprometer a qualidade de vida e a auto-estima dos liderados.

A propósito deste assunto, permitam-se transcrever uma frase admirável, atribuída a certo Ed Liden, sobre o qual não tenho maiores informações, mas que certamente sabia o que dizia em matéria de gestão de pessoas: “Pode-se comprar o tempo de um Homem. Pode-se comprar a presença física de um Homem em determinado lugar. Pode-se até mesmo comprar um número exato de habilidosas ações musculares por hora e por dia. Mas não se pode comprar entusiasmo. Não se pode comprar espírito de iniciativa. Não se pode comprar lealdade. Não se pode comprar a dedicação do coração, da mente e da alma. Essas coisas você tem que merecer.”

Em resumo: o poder econômico que não conduz as pessoas à felicidade, não merece o nome de poder.
Talvez chicote - ou chibata.

Floriano Serra é psicólogo, palestrante e docente de seminários comportamentais. É diretor-executivo da SOMMA4 Gestão de Pessoas, autor de vários livros e inúmeros artigos sobre o comportamento humano no trabalho. Ex-diretor de RH de empresas nacionais e multinacionais.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Artigo- Opinião

Basílio C. Branco
Por: Basílio Castelo Branco




E agora José!!! – Cadê os Empreendedores Internos?

Lembram dos bons tempos, isso não é para os mais jovens (décadas atrás), economia em crescimento constante, investimentos um atrás do outro, pessoas sendo preparadas para assumirem posições cada vez mais desafiadoras, tudo isso com certa calma, entremeado de alguns sustos (as várias crises) e novidades de gestão que vinham uma após a outra e não tudo de uma vez como hoje.


Estou lembrando tudo isso para falar de uma figura muito requisitada na época, até por que era novidade, o Entrepeneurship ou Empreendedor Interno. Programas fomentavam seu surgimento internamente, Projetos de Planejamento de Recursos Humanos contavam com eles para alcançar seus objetivos, tudo isso com certa, mas não muita pressa.


Passando para os dias atuais pergunto:
Temos esse pessoal disponível hoje nas empresas?

Você acha que ainda vai dar tempo para preparar alguém internamente para o próximo crescimento ou vamos improvisar? Coloca lá e vejamos que bicho dá?


Ou é melhor pegar alguém de fora? De fora aonde? No concorrente? E onde você acha que o concorrente vai buscar os dele?



A escassez de mão de obra não vai nivelar por baixo as novas contratações? Ou vai inflacionar as posições mais importantes?

Os Empreendedores Internos que estão faltando estão aonde? Como garimpar esses caras?

Respondendo as perguntas anteriores, ainda acho que dá para começar a fazer algo a respeito, não que vá resolver completamente, acho difícil, não dá mais tempo, mas pelo menos vai minimizar as situações de crescimento que vamos participar.

Que projetos e programas podem imediatamente serem implementados para assegurar que seus melhores colaboradores, principalmente aqueles com perfil de empreendedor permaneçam e tenham as condições de crescer com você?

Estou falando isso para a grande, a média e a pequena empresa, para a indústria o comércio e os serviços, dou ênfase as prestadoras de serviços que sabem que podem comprar a tecnologia que quiserem, mas sem gente não tem como crescer.

Pelo sim, pelo não, brinco que no Rio já falta mão de obra desqualificada, que o digam determinadas organizações que hoje pagam para formar profissionais e não conseguem quem se inscreva, empreendedores internos então, já são joias raras. E no resto do País? Como vai ser até 2016 na sua praia?

Acrescento um fecho sugerido por meu amigo Fred Caruso, citando algumas colocações de Paul Nunes em seu artigo na edição de janeiro/fevereiro de 2011 da HBR.

Nome do artigo: "Reinvent Your Business Before it's Too Late" (Reinvente Seu Negócio Antes Que Seja Muito Tarde).

Em certo momento o autor diz: "... empresas de alta performance precisam de pessoas que chegam e sobem (up-and-comer) e que possam fazer crescer novos negócios e não somente gerenciar os antigos" e arremata; "...um sinal de que a empresa está investindo suficientemente em talento é: empregados com tempo para pensar sobre o trabalho".

Boa reflexão.


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Canal Espaço Aberto- Como Trabalhar em equipe


Consultora de Inglês e Coach  Angela Graciela é entrevistada pela jornalista Rosana Freitas na Rádio RH. O tema do programa Business Talk que foi ao ar dia 17 de dezembro é Trabalho em equipe. Confira trechos da entrevista:
Rosana Freitas e Angela Graciela no estúdio da Rádio RH

Rosana Freitas: Como tirar o máximo de uma equipe?

Angela Graciela: “Hoje em dia é muito difícil trabalhar em equipe. O que é uma equipe? Às vezes a gente acha que  estar todo mundo junto em um local, já é uma  equipe. Na verdade isso é um grupo. Equipe vem da palavra team, time de futebol, equipe mesmo. Em um time de futebol você tem onze jogadores e só se forma um time de verdade quando se sabe o que fazer, quando se tem um líder... A equipe precisa ter uma liderança e alinhar o pessoal de acordo com a Visão e Missão da empresa e não do líder. Uma pessoa que lidera uma equipe deve estar alinhada ao que a empresa precisa, ao que a empresa quer. Saber alinhar um grupo e formar uma equipe é o desafio de líder...”

Rosana Freitas: O líder não pode ser amigo, ele tem que ser só o líder?

 Angela Graciela: “Depende da postura do líder, quem confunde isso são as pessoas. Às vezes o próprio líder que ser mais amigo da pessoa mas essa não percebe o que é profissional e o que é o pessoal. A crise do momento é o profissional, as pessoas não sabem ser profissionais. O líder fala uma coisa mais forte para o colaborador e ele não entende já acha que "pronto não gosta de mim."... Falta maturidade profissional, o líder precisa ser amigo, mas desde que não atrapalhe o profissional. O verdadeiro líder não precisa estar junto o tempo toda da pessoa, pois sabe separar o pessoal do profissional...”

Rosana Freitas: O que é uma equipe de sucesso?

Angela Graciela: “Aquela que esta alinhada com a Missão e Visão da empresa, uma equipe que saiba caminhar junto com o outro.
Vamos falar de ser humano, vamos para o mundo geral corporativo. O ser humano quando um chefe elogia o outro, o que acontece? Às vezes outra pessoa pode ter inveja e não queira colaborar com a equipe simplesmente por esse melindre de achar que dá a ideia para a outra pessoa e o chefe vai erogiá-la. Esse é o colaborador que pensa individualmente."

Rosana Freitas: A disputa dentro de uma equipe não é saudável?

Angela Graciela: “Se há disputa, já não é equipe. Quando eu estou focado em algo que a empresa quer, se estou motivada com a empresa, vou trabalhar de tal maneira que todo mundo sabe o que eu estou fazendo. Vou compartilhar minhas informações, vou querer que o outro saiba. Vou pensar no bem comum...”

Rosana Freitas:  Angela, se o líder conseguiu formar uma equipe, deixou de ser grupo. Um colaborador dessa equipe começa a colocar o foco para o lado negativo e move a equipe para uma situação que não é o objetivo da empresa. Como lidar com isso?

Angela Graciela: Devemos jogar claro. Se a pessoa atrapalha todo mundo, às vezes ela quer sobressair... Como administrar isso? É jogar claramente: ou você se alinha com nossa empresa, ou a gente vai trocar você de setor ou tirá-lo da empresa. Sabe por quê? Quanto mais claro você for, ela vai querer mudar se não quiser sair da empresa... Se ela não mudar, quiser ser outro líder ( para o mal), infelizmente essa pessoa tem que sair... Não pode deixar muito tempo senão a pessoa estraga, tem que ser ágil. O brasileiro mantém muito tempo, às vezes meses e perturba a equipe toda... Quando brigam entre eles a gente tira o foco do trabalho.


Rosana Freitas: Angela o que o colaborador pode aprender com o trabalho em equipe?

Angela Graciela: “Se você não quer aprender com os outros você não trabalha em equipe e não pode trabalhar em uma empresa. As mesas das empresas agora colocam todos para trabalharem juntos. Por que isso mudou? Para você compartilhar seu próprio trabalho com a pessoa. Todos os móveis hoje não tem essa barreira física. Quando precisa de privacidade a empresa deve ter salas para esse fim, mas no trabalho do dia a dia você precisa desse contato com o outro e ver como a pessoa reage, mesmo  se pressionada, assim você aprende não só com o trabalho do outro, mas com as reações que ele tem diante de situações de conflitos por exemplo..."